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Opinião: "O futuro da energia solar"

Postado às 06h29 | 01 Aug 2020

Ney Lopes

Energia solar é aquela proveniente da luz e do calor do sol, utilizada por meio de diferentes tecnologias em constante evolução.

A pandemia colabora para a ampliação do uso em todo o mundo, em face do aumento da eficiência e o barateamento dos painéis geradores. Na média, os preços caíram 85% nos últimos dez anos. No Brasil, o setor cresceu 50% em potência acumulada, entre janeiro e julho deste ano.

As causas do crescimento são o maior consumo de energia dentro de casa, em consequência da reclusão e o aumento das linhas de financiamento nos bancos, a juros cada vez mais baixos, a partir de 0,75% ao mês.

É provável que, dentro de pouco tempo, seja comum ver sobre telhados, hoje ociosos, grande número de instalações de energia solar nas várias regiões.

A mídia noticia, que o varejista “Magazine Luiza” optou por essa forma de energia sustentável. A partir de 2021, cerca de 20% de suas lojas físicas em funcionamento no país serão abastecidas integralmente por energia solar. O objetivo não é apenas ambiental, mas também reduzir despesas com a conta de luz.

Cabe esclarecer, que os painéis solares não são montados sobre os tetos das lojas, shoppings centers, ou outras construções. A produção da energia utilizada é remota. O modelo permite que uma fazenda de produção gere créditos de energia solar para unidades consumidoras situadas a quilômetros de distância, que assim poderão obter descontos na conta de luz final.

A extensa rede de lojas do Magazine Luiza, por exemplo, é abastecida por três usinas, localizadas em São Paulo e no Paraná, o que garante redução média de 20% na conta mensal de energia.

Outra opção é gerar energia própria, através de painéis instalados no teto, ou em área próxima.

No caso de uma residência para duas pessoas, um investimento inicial de R$ 13,7 mil com painéis solares próprios, deve reduzir em cerca de R$ 165 reais a conta mensal de consumo. A vida útil das placas é de 25 anos, o que garante ampla rentabilidade para quem faça o investimento.

Sem dúvida, essa será uma inovação, que se alastrará no Brasil, na fase de recuperação econômica, posterior à pandemia.

 

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