Postado às 10h00 | 16 Mar 2025
Ney Lopes
Em 15 de março, no ano de 1985, o Brasil voltava a redemocratizar-se, após ditadura militar. O presidente eleito, Tancredo Neves, deveria ter recebido a faixa presidencial do general João Baptista Figueiredo. A história mostra que este 15 de março de 1985 poderia ter tido outro desfecho. Diante das surpreendentes notícias de última hora a respeito da saúde de Tancredo, que foi operado de emergência e não poderia ser empossado no dia marcado, houve militares que conspiraram e se movimentaram para impedir que Sarney assumisse o poder.
Golpe
Se o golpe de Estado tivesse obtido êxito, esses militares teriam retardado a redemocratização e dado à ditadura uma sobrevida de não se sabe quanto tempo.
Duas razões principais moveram a ação de grupos golpistas. Primeira foi a ausência de uma lei que autorizasse o vice-presidente eleito a tomar posse sem o titular. Teoricamente, Sarney só poderia ocupar a Presidência da República de forma interina se Tancredo tivesse sido antes empossado.
A segunda razão era que Sarney se transformara num desafeto dos militares em 1984, quando mudou de lado, deixando o PDS (partido de sustentação da ditadura, sucessor da Arena) e se filiando ao PMDB (principal partido de oposição) com o objetivo de compor a chapa presidencial encabeçada por Tancredo.
Solução
Afinal surgiu a solução do impasse. O deputado Ulysses Guimarães redigiu com os demais líderes políticos do Congresso Nacional um documento estabelecendo que, para que a Mesa do Senado dessa posse a Sarney, bastaria um laudo médico atestando que Tancredo não tinha condições físicas de estar no Parlamento naquele momento.
Transferido para São Paulo, onde foi novamente operado, Tancredo Neves morreria pouco tempo depois, no feriado de 21 de abril. Em seguida, a posse de Sarney, coroou o longo período de transição política.
Sarney na história
Sarney entrou para a história por ter cumprido o papel, originalmente pertencente a Tancredo, de garantir a passagem da ditadura para a democracia, sem rupturas, de forma pacífica, sem derramamento de sangue, por meio da negociação política. Sarney reforçou esse papel de fiador da democracia quando convocou os constituintes para elaborar a Constituição de 1988, a que redemocratizou o Brasil.
44 a.C. — Júlio César, ditador da República Romana, é esfaqueado até a morte por Marco Júnio Bruto, Caio Cássio Longino, Décimo Júnio Bruto Albino e vários outros senadores romanos nos Idos de março.
1493 — Cristóvão Colombo retorna à Espanha depois de sua primeira viagem às Américas.
1545 — Primeira sessão do Concílio de Trento.
1905 — Revolucionários de Creta anunciam a reunificação da ilha com o resto da Grécia.
1916 — O presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson envia 12 mil soldados para o outro lado da fronteira mexicana em busca do rebelde e líder guerrilheiro Pancho Villa.
1917 — O Czar Nicolau II da Rússia abdica em seu nome e de sua descendência ao trono da Rússia e seu irmão, o grão-duque, torna-se Czar.
1939 — Segunda Guerra Mundial: tropas nazistas ocupam o que restava da Boêmia e da Morávia. A Checoslováquia deixa de existir.
1956 — O musical da Broadway “My Fair Lady” estreia em Nova York.
1967 — A “República dos Estados Unidos do Brasil” passa a ser denominada “República Federativa do Brasil”.
1972 — O filme “O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola estreia nos cinemas. Ele seria considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.
1975 — Ocorre a fusão dos Estados brasileiros do Rio de Janeiro e da Guanabara.
1985 — Término do governo militar brasileiro.
1990 — Mikhail Gorbachev é eleito primeiro presidente executivo da União Soviética.
1991 — A Alemanha reunificada formalmente recupera plenamente a sua soberania, nos termos do Tratado Dois Mais Quatro, com as quatro forças de ocupação do pós-guerra (França, Reino Unido, Estados Unidos e União Soviética) renunciando a todos os direitos que detinham na Alemanha, inclusive a Berlim.
2001 — Três explosões destroem a Plataforma P-36 da Petrobras na Bacia de Campos.
2011 — Início da Guerra Civil Síria.
2019 — Pelo menos 49 pessoas morrem após ataques contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia.