Postado às 09h14 | 12 Mar 2025
Ney Lopes
Os Estados Unidos colocaram em vigor tarifas de 25% para taxar importações de aço e alumínio, incluído o Brasil. As medidas afetam importações anuais, que superam os US$ 100 bilhões. A justificativa de Trump é que o Brasil é um dos países que cobra tarifas altas demais sobre produtos exportados pelos EUA.
O clima está tenso entre os dois países. O presidente Lula, referindo-se às ameaças de Trump, já anunciou que não tem "medo de cara feia”. O presidente americano está sendo advertido de causar uma recessão global. Mas, nada o detém.
Peso
A União Europeia pode não ter grande expressão política, mas tem peso econômico. Seu produto interno bruto é de 17 trilhões de euros, comparado aos 25 trilhões dos Estados Unidos. Uma guerra comercial com a Europa significa confrontar economia que é mais ou menos do tamanho da americana.
Por outro lado, a ameaça de anular um tratado ratificado pelo Senado americano para recuperar o canal do Panamá à força está fadada a semear desconfiança permanente nos Estados Unidos. Igualmente, é intrigante tentar tomar a Groenlândia "de um jeito ou de outro", ameaçando assim o aliado da OTAN, que é o soberano do território. Até o Canadá é insultado por Trump, com ameaça de anexação aos Estados Unidos, que significa perseguição implacável contra um vizinho amigável.
OTAN
Uma América que se afasta da OTAN não alcançará maior segurança para ninguém. Isso levará a uma Alemanha, mais uma vez liderada por fascistas, disposta a se armar com armas nucleares. Outro fator preocupante é a relação entre Estados Unidos e China. O governo chinês é o maior credor dos Estados Unidos, com a maior fatia de títulos da dívida americana. Se a China decidir vender parte desses títulos como retaliação, isso pode gerar uma crise econômica severa nos Estados Unidos.
Além disso, a China concentra boa parte da produção industrial de empresas americanas, o que significa que medidas contra o país podem afetar diretamente corporações dos próprios Estados Unidos. Neste contexto geopolítico indefinido, o jornal New York Times, em editorial” sentenciou: “. A democracia pode morrer na escuridão. Pode morrer no despotismo. Sob Trump, é igualmente suscetível morrer na estupidez”.
1781 – William Herschel descobre o planeta Urano.
1933 – A Grande Depressão: os bancos nos Estados Unidos reabrem após a ordem do presidente Franklin D. Roosevelt de “feriado bancário”.
1943 – Holocausto: as forças alemãs liquidam com o gueto judeu de Cracóvia.
1964 – É realizado na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, o Comício das Reformas. Com a presença e discursos do então presidente João Goulart, Leonel Brizola, Miguel Arraes e Luis Carlos Prestes
1969 – Programa Apollo: a Apollo 9 retorna com segurança à Terra depois de testar o Módulo Lunar.
1977 – O humorístico Os Trapalhões, estreia na Rede Globo de Televisão.
1984 – A Argentina pede a desmilitarização das ilhas Malvinas.
1988 – Inaugurado no Japão o mais longo túnel ferroviário do mundo.
1992 – Na Turquia, um terremoto registra 6,8 graus na escala Richter matando mais de 500 pessoas.
2013 – O argentino Jorge Mario Bergoglio é eleito papa. Ele adota o nome Francisco.
2019 — Massacre em escola deixa pelo menos 10 mortos e 17 feridos em Suzano, São Paulo, Brasil.
+ Surpresa. Direita ganha eleição na Groenlândia. O resultado anima Trump tentar comprar o território.
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