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Tribuna do Norte (RN): "Parabéns, bravo lutador!"

Postado às 05h00 | 22 May 2020

José Maria Chaves Pinheiro, em homenagem ao seu tio

(Publicado hoje, 22, no jornal Tribuna do Norte, Natal)

Em verdade, palavras nem sempre são suficientes para expressar a gratidão e o respeito que temos para com a pessoa que sempre nos incentivou e apoiou na vida. Refiro-me ao meu tio Elói Chaves de Oliveira, que aniversaria neste 22 de maio. Exemplo de um lutador. Nascido em Pau dos Ferros, na juventude residiu em Natal, acolhido pela generosidade dos familiares Militão e Raimundo Chaves.

No final da década de 50 resolveu migrar para o Amapá, onde transformou-se pelo trabalho árduo no artesão que construiu a sua própria existência. Conduzindo um trator, abriu caminhos e estradas naquele estado do Norte. Teve a emoção de reencontrar o seu pai, depois de muitos anos de ausência. Aprendeu a conviver cordialmente com os índios, a quem presenteava com “projéteis 38”, que usavam na caça.

Retornando a Natal, voltou a trabalhar no negócio dos seus tios Militão e Raimundo Chaves. Depois, com o irmão Ilo Chaves. Mas na década de 60 começou o seu caminho de sucesso. Adquiriu um caminhão Chevrolet Brasil, verde e branco. Com ele transportou fretes por todo o Brasil, enfrentando estradas em péssimo estado de conservação. A única asfaltada, em parte, era a Rio/Bahia.

Neste interregno completou a sua vida ao retirar de um convento católico a noviça Maria Zita Fernandes, com quem contraiu núpcias em 15 dias de janeiro de 1963. Juntos, constituíram admirável família com filhos Elozita, Sheila, Patrícia, Fabíola e Kelber. Hoje. Elozita tornou-se dentista, e mantém um consultório de grande nomeada, em Natal. Sheila, Patrícia e Fabíola com capacidade e competência, trabalham na distribuidora. Kelbinho tem seu próprio negócio.

Pela devoção ao trabalho, tio Eloy prosperou e aumentou a sua frota de caminhões de carga, até atingir crescimento significativo de sua empresa. Pelo sucesso da transportadora, resolveu diversificar a sua atividade comercial e montou revenda de automóveis, por pouco tempo. Logo prosseguiu a sua vocação de empreendedor. Abriu uma fornecedora de produtos para panificadoras, cujo carro-chefe era a farinha de trigo. Deu certo. Logo em seguida comprou uma fazenda. Prosperou e adquiriu outras terras transformando-as em modelos de atividades agrícolas. Tornou-se próspero agropecuarista, sem prejuízo do crescimento contínuo da panificadora.

Por estes fatos rendo homenagem ao Tio Eloy, o meu herói, na data do seu aniversário. Que o seu exemplo prospere como inspiração para os jovens de hoje, que verão na sua trajetória, o estímulo edificante para enfrentarem as dificuldades da vida.

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